Home / Dicas para poupar / Cinco dicas para poupar e esticar o seu orçamento mensal

Já não é novidade nenhuma que a crise económica e financeira tem feito “mossa” na carteira das pessoas, mas há sempre forma de conseguir reduzir alguns custos. A chave é adoptar uma posição moderada, adquirindo o necessário, sem deixar de lado o supérfluo, mas sem gastos demasiado substanciais, que levem a “passos maiores do que as pernas”. Há que assumir uma relativa contenção, que pode ser realizada com pequenas acções, fáceis de levar a cabo e que não afectam de forma significativa as actividades diárias, mas dão um importante contributo ao esforço de poupar.

Criar hábitos e rotinas para gerir o seu orçamento é a melhor forma de evitar que este acabe antes do fim do mês. Nesse sentido, reunimos alguns conselhos para realizar esta árdua tarefa com sucesso e, mais importante, sem muito esforço suplementar. Procure seguir as próximas dicas e verá que resulta consigo.

Car Sharing. É uma modalidade que tem crescido a olhos vistos, sobretudo nas grandes zonas urbanas. A actividade consiste em partilhar a boleia de um veículo particular com outras pessoas, cuja rota de destino seja coincidente. A opção por este método de transporte é sobretudo utilizada por cidadãos que viajam das periferias das grandes cidades para o centro destas, nomeadamente em rotas diárias, como a deslocação para os seus locais de trabalho. As vantagens do car sharing são óbvias: em vez de cinco carros com uma pessoa, são cinco passageiros no mesmo veículo. Os gastos são divididos com a alternância do automóvel a usar entre os carros dos vários passageiros e, quando à taxas de passagem (por exemplo, portagens), também os custos são partilhados. Deste forma, a carteira sofre menos e o ambiente agradece;

Poupar no pequeno-almoço. Esta é uma daquelas acções a que já muitos portugueses aderiram, mas que outros tantos continuam a praticar, apesar de estarem conscientes da sua incapacidade para o fazerem e o peso que isso acarreta para o seu orçamento familiar. Falamos, claro, do pequeno-almoço fora, e não do “bom e velho” pequeno-almoço caseiro, repleto das fontes de energia aconselháveis para a mais importante refeição do dia. Neste tópico não há muito a discursar, a não ser lançar uma sugestão: se não consegue deixar de tomar a sua primeira refeição fora de casa, continue a fazê-lo, mas faça-o com menor frequência. Vai ver que não custa muito e notará diferença, para melhor, no seu bolso;

Registar todos os gastos. À medida que vá fazendo as duas despesas (luz, gás, água, gastos comuns e demais), seja “arrumadinho” e tenha atenção ao destino que vai dando ao seu dinheiro, registando-o, por exemplo, num arquivo, onde inscreva as despesas que vá realizando ao longo do mês. Só desta forma poderá saber aquilo que possa estar a gastar sem necessidade, podendo tomar medidas relativamente a isso, se for esse o caso. Só assim identificará acertadamente aquilo em que cortar, se tiver de o fazer;

Comprar com lista. Esta é uma técnica simples, fácil de concretizar e que poderá acarretar avultadas poupanças na sua factura a liquidar na altura de passar na caixa. A base é criar antecipadamente uma lista de tudo aquilo que precisa, em sua casa, analisando os produtos que lhe faltam. Já na loja, o truque é encher o seu carrinho apenas com os itens que colocou na lista, não dando azo a fugas à mesma. No entanto, esta tarefa só funciona realmente quando se cinge aos elementos que identificou, porque iniciando a compra daquilo que não colocou na lista, dificilmente conseguirá fazê-lo apenas por uma vez. A única solução é não ceder à tentação de comprar o que não precisa;

Parar de pedir crédito. Esta é uma acção prioritária que não pode ser ignorada, de forma alguma. Independentemente das medidas que se tome, sem controlar o impulso de solicitar crédito, é impossível gerir “saudavelmente” o orçamento familiar. É imperativo que se deixe de lado a alternativa de pedir crédito em caso de dificuldade, tendo sempre em conta que, caso o peça, o valor a pagar mensalmente por este nunca deve exceder os 20 por cento do seu orçamento mensal. O crédito é uma boa saída quando usado inteligentemente, mas representa uma porta aberta para a bancarrota, quando utilizado de forma inconsequente. Por isso, acautele-se e não coloque as suas finanças em risco, desnecessariamente.

 

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