Home / Informações / Crédito a curto prazo vai ficar mais caro

Se é daquelas pessoas que recorre mais frequentemente aos cartões de crédito para pagar as suas contas, vai ter maiores complicações a partir deste mês. Isto porque os bancos apertaram novamente o cinto a este tipo de financiamentos, e os incumpridores dos prazos de liquidação do mesmo vão ter agora agravados os juros quando falharem os pagamentos.

De acordo com o Banco de Portugal (BdP), as taxas máximas que as entidades bancárias têm permissão para aplicar aos clientes poderão passar a ser cobradas na maioria dos casos, uma consequência do clima de insegurança financeira que paira sobre as economias mundiais e em especial o frágil panorama nacional, um dos piores da União Europeia.

A partir agora e até Setembro, os bancos devem começar a cobrar linhas de crédito com taxas de até 32.6 por cento, o que significa uma subida de um por cento em relação ao último trimestre. A medida deverá ser generalizada às maiores entidades a operar em Portugal, que aproveitarão esta nova oportunidade dos mercados para aumentarem os seus lucros e reduzirem os riscos de perdas que têm sofrido.

O prenúncio da subida das taxas, entre as quais a Taxa Anual Efectiva Global (TAEG) e Taxa Anual Nominal (TAN), está relacionada com o receio das instituições de crédito quanto ao incumprimento dos seus clientes, mas não têm efeitos na aceitação dos mesmos, que deveria ser mais criteriosa, prevenindo assim falhas de liquidação e sobreendividamento dos cidadãos. A posição da Banca tem sido exactamente a contrária, sendo incessantemente admitidos novos clientes, com poucas características alteradas, cuja ausência leva a que posteriormente sejam aplicadas medidas para recuperar o crédito concedido.

O crédito pessoal também vai sofrer alterações, mas diferentes, num sentido positivo. No caso dos financiamentos específicos para a saúde, energias renováveis e educação, a taxa máxima desce de 6.7 para 6 por cento. Nos restantes créditos pessoais há um decréscimo de 0.1 por cento, ficando aquele agora fixado em 18.8 por cento. O crédito automóvel é que irá ter um aumento, passando de 11.1 para 11.3 por cento.

As novas actualizações dos valores a pagar pelos juros nos créditos para as diversas finalidades começam a ser praticadas já este mês pela maioria das entidades financiadoras. Por isso, tenha especial atenção aos indicadores que descem, pois há instituições que não abatem esse valor a não ser que o cliente solicite a revisão das importâncias taxadas, ao contrário dos acréscimos, que têm efeitos imediatos, variando esta acção consoante as políticas internas de cada empresa.

 

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