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Consolidar todos os créditos significa juntar, num só crédito, todos os empréstimos pedidos ao banco, como, por exemplo, o crédito à habitação, um ou mais créditos pessoais, o crédito automóvel, etc., passando a pagar-se uma única prestação e apenas a uma instituição financeira.

Normalmente, a prestação resultante da junção dos créditos é inferior à soma de cada prestação individual, derivada da aplicação de uma taxa de juro única e de um alargamento do prazo de pagamento.

Para além disso, é uma forma de se gerir melhor os pagamentos aos bancos, na medida em que se deixa de efectuar vários pagamentos, por vezes a diferentes entidades financeiras e em diferentes prazos envolvidos em cada um dos empréstimos.

Numa época como a que vivemos actualmente, de crise financeira, em que o dinheiro para a maioria das famílias portuguesas não é suficiente para fazer face a todos os encargos mensais, existem, dificuldades em cumprir com as responsabilidades com todos os bancos. Isto pode ser comprovado com o aumento do Malparado. A consolidação de créditos poderá ser, eventualmente, uma solução de médio/longo prazo para aliviar o orçamento familiar e assim superar-se uma fase difícil da vida.

Tratando-se, por exemplo, de um crédito à habitação com hipoteca (empréstimo de longo prazo), se agregar os outros créditos de curto e médio prazo, poderá beneficiar de um aumento do prazo de pagamento e, consequentemente, de uma prestação global inferior ao somatório das diversas prestações.

No entanto, como esta solução prolonga no tempo o pagamento dos créditos, ganha-se a curto prazo em liquidez, mas a longo prazo pagam-se mais juros e os créditos acabam por ser mais caros.

Uma outra dificuldade que existe é que os bancos não aprovam facilmente este tipo de crédito e as condições para a sua atribuição são exigentes. Desde logo, deverá existir um historial de “bom pagador” e os bancos exigem garantias fortes, nomeadamente, hipotecas. Aliás, o crédito consolidado com hipoteca é a modalidade de consolidação de crédito mais praticada.

No entanto, em face de uma situação financeira de iminente ruptura será de ponderar a possibilidade de uma reestruturação dos diversos créditos, analisando as propostas de diferentes bancos, e, assim, tentar poupar nas prestações mensais a liquidar.

 

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