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As empresas de concessão de crédito antevêem que este ano continuará a ser (bem) menos positivo para o negócio, que desde há três anos regista quebras acentuadas nos vários sectores. Contudo, e apesar de as descidas de pedidos terem acontecido na quase totalidade dos tipos de crédito, deverá manter-se sobretudo a tendência de baixas acentuadas no crédito ao consumo, aquele que mais drásticas descidas tem registado, tendo já chegado mesmo a atingir níveis recordes pela negativa.

O agudizar da preocupação das empresas de crédito voltou a ser manifestado esta semana, depois de o Governo ter confirmado a subida dos impostos para a quase totalidade dos contribuintes. Esta é, de resto, a maior causa dos males do sector de crédito, pois é fácil de compreender a retracção dos consumidores quando aperta o cinto nas finanças pessoais. E agora, mais uma vez, a carga fiscal volta a aumentar, o que faz antever um período ainda mais difícil para as entidades credoras, porque dificilmente as famílias irão contrair créditos, a não ser que a situação a isso obrigue.

Com as novas medidas de austeridade impostas pelo Poder Central, as instituições de crédito deverão registar «ainda mais diminuições no crédito ao consumo». A afirmação é da secretária-geral da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC), Susana Albuquerque, que confirma os últimos receios do mercado financeiro para o sector do crédito.

Segundo os números do Instituto Nacional da Estatística (INE), os empréstimos ao consumo desceram em média 17 por cento no último ano. As associadas da ASFAC tiveram mesmo quebras superiores no crédito em geral, com totais absolutos de 17.2 por cento, diminuindo substancialmente o volume de negócio em 2008, ano em que foram somados créditos no valor de 4.612 milhões de euros.

As melhores previsões para as empresas de crédito não são animadoras e nenhuma parece apontar para a recuperação do sector, depois de uma quebra de 21.7 por cento de 2008 para 2009. Foi também durante este período que o crédito ao consumo representou 46 por cento da totalidade de financiamento concedido, ainda assim alguns pontos percentuais abaixo daquilo que era normal para este financiamento, que é habitual representar mais de metade dos créditos concedidos.

 

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