Home / Dicas para poupar / Poupar: produtos low-cost

A crise é real, existe, e afecta a carteira de todos, embora mais a de uns do que a de outros. Isto é um facto do conhecimento geral. No entanto, independentemente das possibilidades, não há porquê recusar boas propostas de alcançar um bom negócio a um preço verdadeiramente apetecível. Este é precisamente o conceito dos chamados produtos low-cost, que têm ganho terreno em todo o mundo, com especial incidência no Velho Continente. Contudo, ainda não se conseguiram separar por completo do rótulo de inferior qualidade que lhes é associado pelo seu custo mais acessível, pelo menos em alguns países, como França ou Reino Unido.

Numa altura em que as dificuldades económicas são muitas, há sempre lugar à criação de novos negócios, que são na verdade o que de melhor pode advir de uma crise: oportunidade de emprego. Foi no seguimento desta atitude que algumas mentes mais atentas aos desenvolvimentos da sociedade agarraram esta oportunidade de mercado. Nascido da necessidade de aquisição de bens a custos reduzidos, o conceito de produtos low-cost reporta-se a todos aqueles que são dirigidos especialmente para as classes mais desfavorecidas monetariamente, mas – e isto é de assaz importância – que nem por isso se cingem somente a estas categorias. A ideia central é comercializar bens a um valor mais acessível, sem circunscrevê-los a um público-alvo concreto. Por isso, será errado pensar que apenas os “pobres” devem usufruir destes produtos, bem pelo contrário. Como qualquer negócio, a abrangência é a chave do lucro e, atendendo a esta característica, os produtos low-cost são concebidos como algo mais economicamente suportável, mas nem por isso menos ricos no que diz respeito ao seu funcionalismo, finalidade e, acima de tudo, qualidade. Assim, estes são bens para todos e não exclusivamente para os desafortunados financeiramente.

Quem já usufruiu de produtos low-cost poderá testemunhar que estes não são “produtos da China” e que a sua qualidade é perfeitamente adequada. Todos aqueles que já tiveram a oportunidade de aderir a esta nova gama de bens poderá atestar que existem diferenças, como é natural, mas que o fosso que os separa dos demais não é justificativo da depreciação relativamente à qualidade dos mesmos. No entanto, estudos recentes revelam que consumidores de alguns países continuam a associar tudo aquilo que é low-cost a algo de má qualidade. Segundo um estudo realizado pelo Observador Cetelem, 69 por cento dos europeus associam erradamente o conceito de low-cost a produtos de qualidade inferior e/ou bens superficiais, que respondem meramente a necessidades fundamentais. Já 65 por cento realçam que o recurso a estes bens é uma forma inteligente de consumo que acarreta poupanças significativas e importantes para equilibrar as finanças particulares e os orçamentos mensais.

Actualmente, o preconceito de que os produtos low-cost têm uma qualidade substancialmente inferior aos ditos comuns já começa a desaparecer. Porém, a investigação do Observador Cetelem revela que os cidadãos franceses e ingleses continuam a associar estes bens às camadas sociais de rendimentos inferiores. Estes consumidores demonstram ainda uma certa reticência quanto a estes produtos, duvidando da sua qualidade pelo facto de terem um preço mais acessível. A ideia pré-concebida é, no entanto, minoritária, e têm vindo a ser dados sinais de que estará a diminuir esta desacreditação dos produtos low-cost. A única forma de avaliar verdadeiramente estes bens é adquiri-los e testar por si mesmo. Quanto aos resultados, logo saberá quais são, sem opiniões de terceiros ou influências exteriores.. A sua avaliação é que contará. Faça a sua própria apreciação e tire as suas conclusões.

 

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