Previna a subida de juros do seu crédito
Abr 11, 2010 Informações
A flutuação da economia tem provocado acentuadas variações nos juros dos mais diversos bens, dos quais o crédito é um das mais atingidos. A instabilidade financeira dos mercados é uma constante e nada escapa à escalada das margens de lucro das empresas credoras. E, ainda assim, esta parece ser uma situação que não tem fim à vista, bem pelo contrário, já que se prevêem novas alterações a curto prazo, com mais agravamento para o orçamento dos consumidores.
Em circunstâncias de imprevisibilidade, a melhor alternativa para evitar surpresas indesejáveis é tomar algumas medidas que dependam somente de si. Por isso, é crucial estudar as acções que podem ser concretizadas para manter imunes as finanças pessoais e poupar o máximo que se puder. Para facilitar esta tarefa, deixamos alguns conselhos para proteger o seu crédito da subida de juros.
- Faça amortizações do valor do empréstimo. Sempre que puder, procure concretizar algumas amortizações, pois isso fará com que baixem as prestações mensais subsequentes. No entanto, tenha em atenção o tipo de crédito que detém, pois há diversas entidades que não permitem amortizações e outras que, facultando essa opção, penalizam os clientes que o façam. Ainda assim, vale a pena avaliar as condições de amortização, especialmente porque o Banco de Portugal estabeleceu recentemente uma taxa máxima de comissão que a entidade bancária pode cobrar;
- Procure renegociar o spread do crédito à habitação, que é cada vez mais elevado. O aumento exponencial do spread é um dos mecanismos que os bancos encontraram para compensar os baixos valores dos indexantes à habitação, responsáveis pela perda de milhões de lucros das instituições bancárias, que atempadamente recuperaram esses prejuízos com a subida dos spreads nos contratos mais recentes;
- Avalie as vantagens de mudar o indexante do seu crédito à habitação actual para um de longo prazo. Isto é, se tiver a Euribor a seis meses, pondere as mais-valias de alterá-la para o mesmo indexante a 12 meses. Inicialmente irá pagar mais de juros, mas acabará por sair beneficiado porque a actualização dos valores é mais tardia;
- Equacione a alteração do crédito à habitação para taxa fixa. Neste momento não é uma alternativa economicamente mais vantajosa, mas poderá sê-lo caso as taxas Euribor subam de forma considerável. Porém, esta opção apenas acarreta mais-valias se houver uma grande alteração de mercado. Se isso acontecer, e tendo uma taxa fixa, continuará a pagar exactamente o mesmo valor, sem actualização. No entanto, se as taxas Euribor se mantiverem em níveis médios, o que é o mais normal, sairá a perder ao escolher a modificação para uma taxa fixa;
- Se possuir diversos financiamentos activos, coloque a hipótese da consolidação de crédito. Há diversas empresas que se dedicam somente a este tipo de serviços, oferecendo vantagens bastante em conta. Embora não seja generalizado, várias entidades chegam a permitir a poupança de quase 30 por cento nas prestações. O valor em caixa depende do serviço escolhido e da empresa contratada.
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