Recuperação de crédito: uma solução a ponderar

Hoje em dia as dificuldades não são apenas para os privados, mas também para as empresas, que têm visto as suas listas de devedores a crescerem de forma alarmante. Face a esta realidade, muitas já optaram pela melhor solução, que passa simplesmente por não dar a possibilidade de comprar a crédito ou pós-pagamento. No entanto, diversos clientes permanecem ainda na lista negra dos que não pagaram o que compraram, pelo que há que tomar medidas para reaver essas quantias em falta. Uma das melhores soluções é recorrer a um sector emergente, que nasceu da actual situação de crise, as empresas de recuperação de crédito.

Embora não sejam conhecidos números concretos quanto à verdadeira realidade dos devedores, estima-se que a maioria das empresas tenham cerca de 30 por cento de clientes que não pagam as facturas de bens adquiridos há mais de doze meses. É nestes casos que têm de ser activados todos os mecanismos à disposição para tentar recuperar os montantes por liquidar. Como a maioria das entidades não tem como rever os valores em falta, é cada vez mais normal a contratação de empresas de recuperação de “crédito difícil”, que têm a capacidade, meios e conhecimento para encetar os devidos procedimentos para que sejam saldadas as dívidas assinaladas.

Reaver aqueles empréstimos a “conhecidos”
O mercado já possui as entidades certas para a recuperação de créditos, que o fazem de forma legal, utilizando o que é permitido pela legislação portuguesa. No entanto, também as pessoas que têm pequenas dívidas que não lhes foram pagas podem persuadir os seus devedores a deixarem de o ser, sem terem de usar vias menos lícitas.

Para muitos portugueses há aqueles empréstimos leves que feitos a um amigo ou conhecido, que nunca mais se “lembrou” de o pagar. Geralmente estes valores são mínimos e nem podem ser considerados pelas empresas de recuperação de crédito. Por isso, há que tomar medidas de forma directa. Não estamos a referirmo-nos à “força bruta”, mas ao seguimento do mesmo manual utilizado pelas entidades e profissionais da área da recuperação de crédito. Com uma pesquisa rápida pela internet, poderá facilmente encontrar diversos livros que contêm inúmeras estratégias completamente legais e inofensivas de reaver o seu dinheiro. São linhas de acção criadas pelos próprios profissionais, que ensinam o comum dos cidadãos a reaver o que pensou estar perdido. Relembramos, não são mecanismos que vão contra a lei, mas técnicas profissionais adaptadas para o quotidiano das pequenas importâncias concedidas a título pessoal.

Se está a pensar por que caminho seguir, lembre-se que a melhor solução é contactar profissionais que lidam diariamente com estas situações, pois são eles quem melhor o podem informar. Na eventualidade de estar perante este segundo caso de pequenas quantias, não se esqueça de que a literatura existente se refere a meros guias, pelo que tem de ser respeitado o que aí está inscrito, e não pervertido e usado esse conteúdo como “bode expiatório” para acções incorrectas. Procure fazer valer os seus direitos, sem desrespeitar o limiar da cordialidade, porque os dissabores desse desvio não compensa nada daquilo que se pretende recuperar.

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