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A sociedade e os hábitos de consumo excessivo, traduzem-se normalmente na criação de estímulos e produtos orientados a levar o consumidor à aquisição de bens e serviços.

Assiste-se assim ao aumento dos créditos ao consumo e à diminuição do rendimento disponível para as famílias. Os créditos à habitação consomem também uma grande parte dos rendimentos de cada família. O desemprego ou os baixos salários também contribuem para esta situação. Muitas vezes as famílias incorrem no sobreendividamento. Também acontecem casos de falta de gestão do orçamento familiar.

O Sobreendividamento pode ser designado por insolvência ou falência dos consumidores, correspondendo a situações em que o devedor dos créditos se vê impossibilitado de pagar o conjunto das suas dívidas.
O Observatório do Endividamento dos Consumidores (OEC), que investiga a problemática do endividamento no nosso país, conseguiu fazer um retrato «robot» do sobreendividado português com base em elementos disponibilizados pela DECO, referentes aos anos de 2004/05. Neste estudo verifica-se que a grande maioria dos sobreendividados se encontram na classe média. Verificou-se também que o problema não se encontra tanto na necessidade extrema de aquisição de bens para sobrevivência, mas sim na má gestão orçamental dos rendimentos familiares. É, pois, um problema de educação que terá de ser resolvido antes que se chegue ao ponto de ruptura económica.

Neste campo, a DECO também um papel interventivo importante, não só fazendo o atendimento aos consumidores, através do contacto com os bancos e entidades financeiras, na tentativa de renegociação e consolidação dos créditos, como também promovendo formação sobre gestão do orçamento familiar e prevenção ao sobreendividamento, na tentativa de minimizar este problema que afecta tantas famílias portuguesas.

Para evitar o sobreendividamente, é importante uma boa gestão do orçamento, mas se tiver que recorrer ao crédito tenha em atenção que o crédito dos bancos é mais barato do que o concedido pelas sociedades financeiras para aquisições a crédito. Se quiser comprar carro e não fizer questão da sua propriedade imediata, opte pelo leasing. Trata-se da modalidade de financiamento mais barata para quem não tem um imóvel ou uma aplicação financeira para dar como garantia.

A consolidação de créditos, pode ser uma boa solução desde que consiga baixar o custo do empréstimo. Atenção no entanto que ao consolidar os créditos terá de assinar um novo contrato de empréstimo, pelo que o melhor será estar preparado para um conjunto de encargos iniciais que variam consoante o tipo de crédito e o banco.

 

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