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Quantas vezes já lhe passou pela cabeça a ideia de se livrar daquelas peças de ouro que nunca usou ou que já passaram de moda há décadas?

Na actual conjuntura financeira, a ideia torna-se, possivelmente, ainda mais atrativa, podendo representar um fôlego relevante no seu orçamento familiar. É preciso, no entanto, não se deixar levar pela necessidade de dinheiro ou pela ânsia de venda. Conheça algumas dicas úteis para não se deixar ludibriar e conseguir efetivos lucros com a venda do seu ouro usado.

Um negócio da crise

O cenário financeiro que se vive actualmente, no Mundo inteiro, preocupa cada vez mais os portugueses e são muitas as pessoas que procuram encontrar rendimentos extras ou formas de rentabilizar os seus investimentos do passado.

Não estranhe, por isso, se alguém lhe disser que decidiu vender todas aquelas peças de ouro que já não usava há anos. A frase é mote de anúncios e campanhas publicitárias que invadiram a televisão e que proliferam em revistas, jornais, flyers e cartazes. Em troca de uma ou outra peça de ouro ou jóia de família, é feita a promessa de uma recompensa monetária bastante simpática e que deixa muitos a pensar sobre o assunto.

A verdade é que a compra e venda de ouro ousado se tornaram um verdadeiro negócio dos tempos de crise.

Não se deixe enganar

Na hora de vender as suas peças usadas há “regras de ouro” que não pode deixar de ponderar, se não quiser acabar por perder dinheiro.

Antes de qualquer outra coisa, é preciso conhecer a suas peças. Faça a sua própria “investigação” para perceber quanto pesa cada peça, se algumas delas contêm outros metais ou mesmo pedras preciosas, se são muito antigas e se pertencem a alguma espécie de colecção. São estes fatores que fazem com que a peça seja mais ou menos valiosa, juntamente com outros fatores, tais como o tipo de peça, a sua antiguidade e peso, a facilidade de revenda, a pureza do ouro e o seu estado de conservação.

Não se esqueça que os investidores que compram ouro conhecem muitíssimo bem este mercado e todos os segredos que guarda. Assim sendo, é de extrema relevância saber qual o valor que o ouro tem nos mercados internacionais naquele momento. Se o valor estiver mais baixo do que esperava e não tiver urgência na venda, é preferível aguardar uma subida.

Deve também escolher com igual atenção o local onde fará o seu negócio. Saiba que existem várias possibilidades e peça avaliações em distintos lugares. Poderá fazê-lo numa ourivesaria, numa leiloeira na Internet ou num dos muitos compradores diretos de ouro que se multiplicaram nos últimos tempos. Escolha um local de renome, reconhecido pelo profissionalismo ou que tenha especial interesse nas suas peças.

Além de tudo isso, não venda as suas peças na primeira ourivesaria onde entrar. Procure, antes, a melhor proposta. Um estudo recente da DECO mostra que a mesma peça, avaliada por diferentes lojas (algumas inclusive do mesmo grupo), pode valer até mais do dobro do preço apresentado em alguns dos locais. Nos exemplos apresentados, a diferença nas avaliações variava entre os 150 e os 300 ou entre os 120 e os 220 euros. Os resultados desta pesquisa já foram encaminhados à Assembleia da República para que a situação seja discutida. O objectivo da DECO é que sejam definidas regras que regulamentem o negócio e defendam o consumidor. Depois, seria a ASAE a garantir o cumprimento dessas mesmas normas. O certo é que estas reivindicações são relativamente recentes e ainda nada foi feito.

Antes de entregar o seu ouro seja onde for, não se esqueça, porém, de questionar se a avaliação das peças é gratuita. Na maioria dos casos, nada é cobrado para fazer a avaliação mas, como o objectivo é ganhar e não perder dinheiro, o melhor é perguntar. Posteriormente, analise a proposta e negoceie. Os especialistas garantem que esta é a fórmula para conseguir o melhor preço.

 

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